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Hospital Santo António considera de segunda o sangue homossexual

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Fugitivo Pro
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O Hospital de Santo António, no Porto, eliminou as perguntas que impediam gays de doar sangue, seguindo ordens do Ministério da Saúde. Porém, agora são os médicos que as colocam de forma informal, eliminando os inquiridos que assumem a homossexualidade.



A equipa técnica do Serviço de Hematologia do Hospital de Santo António, no Porto, está a impedir potenciais dadores de sangue de realizarem dádivas, desde que estes, sendo do sexo masculino, declarem que são gays. Os profissionais daquela unidade de recolha de sangue questionam não só se estão perante alguém homossexual, como se essa pessoa teve contactos íntimos com uma outra do mesmo sexo nos últimos meses.

Um procedimento que foi implantado recentemente, após aquela unidade hospitalar ter sido impelida a retirar de um questionário em papel a seguinte pergunta: “Se é homem, alguma vez teve relações com outro homem?”.

Se antes os dadores gays eram confrontado com tal barreira, agora esta passou a ser criada, de uma forma informal, pelos profissionais de saúde, que assim contornam as recomendações do Ministério da Saúde.

Há pouco mais de um mês, após notícias do JN, que davam conta deste cenário, a ministra da Saúde, Ana Jorge, alertou para o facto de os dadores não poderem ser questionados sobre a sua orientação sexual nos locais de colheita. Aliás, as próprias indicações da tutela vão no sentido de uma harmonização das questões colocadas.

Ao JN, fonte ministerial remeteu para o Santo António a responsabilidade de qualquer explicação. Mas frisou: “O Ministério já fez as devidas recomendações que devem ser seguidas pelas instituições”.

Contactado, o director do Serviço de Hematologia do hospital portuense, Manuel Campos, foi objectivo: “Não vou perder mais tempo a explicar as razões que nos levam a optar por este procedimento”.

Um dos últimos casos de dadores rejeitados no Santo António ocorreu na passada quarta-feira. As declarações de Ana Jorge, nos finais de Julho, e da secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, impelindo o Instituto Português do Sangue (IPS) para eliminar questões discriminatórias, levaram André Correia, de 28 anos, a regressar ao local onde já havia sido impedido de doar sangue no início do ano.

“No questionário já não constavam as tais perguntas. Só que quando se seguiu o atendimento pela médica, esta colocou-me as questões que ali faltavam”, contou. Segundo André Correia, confrontada, a clínica justificou o procedimento: “Disse-me que era resultado de uma decisão tomada numa reunião dos profissionais do Serviço”.

Para Paulo Corte-Real, da Ilga - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero, “confrontados com a situação os dadores podem devem queixar-se às entidades competentes”. “O Ministério e a CIG (Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género) recomendaram a abolição da discriminação. Não se entende a postura deste hospital”, disse.

Por outro lado, João Carlos Louçã, do movimento Panteras Rosa, frisa que “é positivo o Santo António deixar de incluir questões atentórias no seu questionário”. Mas aponta: “Manter agora o preconceito de forma encapotada, através do pessoal técnico, mostra que a fiscalização não está a funcionar nesta instituição”.

Fonte: jn

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é bem.

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