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“Dei duas chapadas mas não para matar”

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1 “Dei duas chapadas mas não para matar” em Ter Ago 10, 2010 9:41 am

gilsilvagt


Fugitivo Pro
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"Dei-lhe duas chapadas, ele caiu contra o gradeamento e começou a deitar sangue. Mas eu não tinha intenção de o matar nem de o magoar". É desta forma que Joel Dias, serralheiro de 20 anos, resume ao CM a agressão, domingo à noite, à entrada de um café na freguesia de Veiros, em Estarreja, e que levou à morte de Licínio Pires, 54 anos.


Por:Salomé Filipe

Ontem à tarde, o homicida estava em casa, depois de ter sido identificado e libertado pela GNR. Testemunhas no local garantem que o jovem deu dois murros à vítima. A Judiciária de Aveiro investiga.

"Estou à espera de tudo, não sei o que me vai acontecer. Eu assumo tudo o que fiz, mas não o queria matar", confessa Joel Dias ao CM.

Tudo aconteceu anteontem, por volta das 21h30. Licínio Pires estava à porta do café Casa Pires quando Joel chegou de bicicleta. "Ou entras ou sais, jovem", ter-lhe-á dito Licínio. O agressor não gostou do tom de voz de Licínio, chamou--o para a rua, deu-lhe dois murros e empurrou-o contra um gradeamento. "Ainda voltou atrás e deu--lhe mais um soco na cara. Foi quando o Licínio começou a deitar sangue pela boca", recorda ao CM Eduarda Costa, uma vizinha que ia a passar na rua àquela hora.

A vítima caiu no chão. "Foi um estrondo enorme", disse a mesma testemunha. "Fiquei tão nervoso que me fui embora", explica o agressor, que só ontem de manhã, quando saiu para ir trabalhar, soube que Licínio Pires tinha morrido.

Quando os bombeiros chegaram, a vítima estava inconsciente. Acabou por não resistir aos traumatismos que sofreu na cabeça e morreu a caminho do Hospital de Aveiro. O homem, solteiro, vivia sozinho na casa ao lado do café. Os familiares estão revoltados. "Ele não fazia mal a ninguém", diz Artur Pires, irmão da vítima. Depois da agressão, Joel foi para outro café, onde a GNR o encontrou.

VÍTIMA ERA HOMEM PACATO

Licínio Pires era conhecido na localidade de Veiros como um homem pacífico, embora elevasse o tom de voz quando falava. Tinha problemas psicológicos, mas nunca ninguém o viu a ser violento.

"Pelo contrário, ele tinha medo quando lhe levantavam a mão", explica ao CM Artur Pires, irmão da vítima mortal. "Se o ameaçavam ele aninhava-se logo e começava a chorar", recorda.

"Ele às vezes bebia uns copos, mas anteontem nem sequer tinha bebido. Não merecia isto, coitado", lamenta Maria Helena Silva, proprietária do café Casa Pires, sem conter as lágrimas.

"Isto não se faz, estamos todos em choque. Foi uma morte estúpida", comentavam, ontem à tarde, alguns populares indignados. Mas Joel Dias, o agressor, alega o contrário. "Ele nunca gostou de mim, até me rasgou a camisola. Estava a brincar e ele não soube brincar", garantiu ao CM. O funeral de Licínio Pires não tem data marcada.

FONTE:CM

✰ Þaтєя Þøєsis


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Eu tenho pena do puto. - Conheço um caso idêntico mas a vitima era uma criança... é de lamentar que coisas destas aconteçam. - Ele não teve culpa, mas de facto perdeu se uma vida por uma tolice!

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